segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Graviola? Ou Morango?
/para si e de/com/para o outro. Seja o outro uma fruta batida (com leite, saliento...), seu mais ardente amante ou o mundo em sua plenitude cósmica! Conclamo os senhores, então, a serem buracos! Sejam vazios! Não se identifiquem com suas idéias, seus afetos, suas experiências! Mas, aviso, não vos convido à desconstrução plena do ego pensante. Só não se levem a sério demais! Um agregado não possui um valor em si, mas é o vazio que ele carrega que lhe valora! O homem não é uma predileção por tais e quais sabores, mas a opção que o mesmo tem de diferir do que lhe foi dado. O homem se identifica com a torneira estática quando, em verdade, ele é a água a fluir pelos espaços. Água da imensidão, incompreensível frente à pequenez dum copo de suco...quinta-feira, 7 de maio de 2009
Feliz Aniversário!!!
Parentada reunida, brigadeiros e empadinhas à margem, um bolo ao centro. Crianças barulhentas, personas desconhecidas e aquela tia que não pára de palpitar. Bolas coloridas a murcharem na parede, pães-de-queijo-sem-recheio que se acumulam na travessa e uma música que - por ser ambiente! - não é apreciada por ninguém. Típico! O homenageado confessa: trocaria todas as honrarias por um pão-com-ovo e uma coca-cola-quente em companhia de seus chegados. Os únicos presentes que quereria de verdade! São estes os únicos que não lhe desejam Felicidades, Tudo de bom e Sucesso, imperativos categóricos e abstratos que - de tão gerais - nada significam! Não tocam! Já a música do amigo é pura intensidade, puro fluxo, pura melodia. Não há espaços para letras! Não há fórmulas, planejamentos ou estratagemas. O amigo não deseja nada. No máximo, aquela esperança egóica - mas olvidada - de que faça mais e mais anos. A música do amigo é silenciosa, para que o outro faça o que quiser dela. Um amigo não deseja nada ao outro: "Feliz isto, feliz aquilo!..." O amigo se cala pra deixar falar! Deixar que o outro mesmo escolha suas estradas, deixar que o outro mesmo se angustie com as bifurcações e deixar que o outro - mesmo! - se desespere pelos atalhos mal tomados. Mas ele - amigo-ombro-ouvido - está sempre lá. Não como placa no meio do caminho, a apontar certos e errados! Mas como a cereja no meio do bolo, que não se vai nem se esvai no ritual do primeiro pedaço! Os pedaços vão. Bolos inteiros vão. Mas a cereja, esta sim, fica! Cereja que nada deseja, além de ser a cereja de alguém...
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